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Em longo discurso, Lewandowski defende desmembramento de julgamentos

Ministros do STF, Ricardo Lewandowski e José Antonio Dias Toffoli, comparecem ao processo do mensalão (Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)
Ministros do STF, Ricardo Lewandowski e José Antonio Dias Toffoli, comparecem ao processo do mensalão

A questão do desmembramento dos julgamentos é defendida rigorosamente pelo revisor do processo do mensalão, o ministro Ricardo Lewandowski. Pouco depois das 15h, ele começou a ler o voto, citando alguns trechos da Constituição para defender a posição favorável à separação dos julgamentos. Se o Supremo acatar, 35 dos 38 réus serão julgados na primeira instância.

O presidente do STF, Ayres Britto, pediu para Lewandowski ser rápido em seu voto, mas até as 15h30, o revisor continuava a falar. Ele respondeu a Ayres Britto que "esse é um julgamento tão importante", que trata da vida e pode privar da liberade de várias pessoas, e que continuará a ler todo o seu voto. Ele relembra outros casos em que o Supremo desmembrou o processo.

A questão de ordem foi pedida pelo advogado Márcio Thomaz Bastos, que defende o ex-dirigente do Banco Rural José Roberto Salgado. Ele questionou o fato de todos os réus estarem sendo julgados pelo STF, quando apenas três deles têm essa prerrogativa – os deputados federais Pedro Henry (PP-MT), João Paulo Cunha (PT-SP) e Valdemar Costa Neto (PR-SP). “O fato é que o iminente relator trocou o efeito pela causa. A causa de pedir (a questão de ordem) foi a incompetência da , corte para julgar quem não tem foro privilegiado”, disse.

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