O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou nesta sexta
que não há argumentos "minimamente aceitáveis" para justificar o fato de
o ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha (PT-SP) ter
recebido R$ 50 mil de uma empresa de Marcos Valério que, pouco depois,
venceu a licitação para prestar serviços de publicidade para a Casa
Legislativa.Gurgel relatou que Márcia Regina Cunha, mulher do
deputado federal, esteve no dia 4 de setembro de 2003 na agência do
Banco Rural em Brasília para receber R$ 50 mil em espécie. No dia 16
daquele mês, a agência de publicidade SMPB - que tem Marcos Valério como
um dos sócios - ganhou a concorrência pública.
O procurador disse que a mulher de João Paulo admitiu, em depoimento, que repassou os recursos para o marido. Segundo Gurgel, o parlamentar, por sua vez, deu duas versões para o caso. A primeira delas é que sua mulher tinha ido à agência para pagar uma fatura de TV por assinatura. Posteriormente, ele disse que os recursos serviriam para custear pesquisas eleitorais em Osasco, base eleitoral do político.
"Essa versão, no entanto, não encontra respaldo nos autos", rebateu Gurgel, lembrando que o "mais lógico" era se realizar uma operação de transferência bancária, caso o dinheiro fosse mesmo do Partido dos Trabalhadores e não de origem ilícita.
O chefe do Ministério Público disse que João Paulo Cunha desviou outros R$ 252 mil ao usar o dinheiro da subcontratação pela empresa de Valério da IFT, de propriedade do jornalista Luís Costa Pinto. A IFT, afirmou Gurgel, não teria prestado serviços para a Câmara. Ela teria sido usada apenas para pagar o salário do Costa Pinto, que trabalhou na campanha de 2002 de Cunha e era uma espécie de assessor do parlamentar. Ou seja, a subcontratação foi simulada.
O procurador disse que a mulher de João Paulo admitiu, em depoimento, que repassou os recursos para o marido. Segundo Gurgel, o parlamentar, por sua vez, deu duas versões para o caso. A primeira delas é que sua mulher tinha ido à agência para pagar uma fatura de TV por assinatura. Posteriormente, ele disse que os recursos serviriam para custear pesquisas eleitorais em Osasco, base eleitoral do político.
"Essa versão, no entanto, não encontra respaldo nos autos", rebateu Gurgel, lembrando que o "mais lógico" era se realizar uma operação de transferência bancária, caso o dinheiro fosse mesmo do Partido dos Trabalhadores e não de origem ilícita.
O chefe do Ministério Público disse que João Paulo Cunha desviou outros R$ 252 mil ao usar o dinheiro da subcontratação pela empresa de Valério da IFT, de propriedade do jornalista Luís Costa Pinto. A IFT, afirmou Gurgel, não teria prestado serviços para a Câmara. Ela teria sido usada apenas para pagar o salário do Costa Pinto, que trabalhou na campanha de 2002 de Cunha e era uma espécie de assessor do parlamentar. Ou seja, a subcontratação foi simulada.
Fonte: Agencia Estado
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