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Principal partido da oposição, PSDB destaca mensalão em site

Dentro site, foi criada uma editoria especial para agrupar matérias relacionadas ao julgamento do mensalão. Foto: Reprodução
Interessado no reflexo político que o julgamento do mensalão deve ter, o PSDB - principal partido de oposição ao governo petista - dá atenção especial ao tema em seu site. Na página principal, das cinco matérias destacadas, quatro traziam repercussões do caso e uma editoria especial foi criada para agrupar todas as notas sobre o assunto.
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Em nota divulgada na manhã de ontem, o partido usou o início da primeira sessão do julgamento para criticar o governo Dilma Rousseff. "No momento em que o STF inicia o julgamento do mensalão, o maior escândalo de corrupção já registrado na história do Brasil, e os petistas acusam a oposição e a imprensa de terem criado uma 'farsa' para derrubar o ex-presidente Lula, o PSDB vem a público cobrar do governo Dilma e de seus aliados menos discursos e mais ações para resolver problemas que afetam a economia e a vida dos brasileiros."
O trecho destinado à imprensa rebate insinuações feitas em um artigo assinado pelo ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, um dos 38 réus do processo, divulgado ontem. No texto, Delúbio criticou a imprensa por, segundo ele, disfarçar manipulação em pedidos por justiça. Em vídeo divulgado no dia 27 de julho, o presidente do PT, Rui Falcão, já havia citado a classe como agente no caso. Ao negar compra de votos no Congresso, ele disse que a Ação Penal 470 foi "apelidada por um ex-deputado e pela mídia como mensalão". Ele explicou ainda que o processo "incluiu alguns militantes do PT" que foram acusados "injustamente" por crimes não comprovados na denúncia.
O Terra entrou em contato com a assessoria de imprensa do PSDB, que afirmou que uma equipe de aproximadamente quatro pessoas viajou a Brasília e ficará, até o último dia do julgamento, produzindo conteúdo para o site do partido.
O mensalão do PT
Em 2007, o STF aceitou denúncia contra os 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e que ficou conhecido como mensalão. Segundo ele, parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Após o escândalo, o deputado federal José Dirceu deixou o cargo de chefe da Casa Civil e retornou à Câmara. Acabou sendo cassado pelos colegas e perdeu o direito de concorrer a cargos públicos até 2015.
No relatório da denúncia, a Procuradoria-Geral da República apontou como operadores do núcleo central do esquema José Dirceu, o ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, e o ex- secretário-geral Silvio Pereira. Todos foram denunciados por formação de quadrilha. Dirceu, Genoino e Delúbio respondem ainda por corrupção ativa.
Em 2008, Sílvio Pereira assinou acordo com a Procuradoria-Geral da República para não ser mais processado no inquérito sobre o caso. Com isso, ele teria que fazer 750 horas de serviço comunitário em até três anos e deixou de ser um dos 40 réus. José Janene, ex-deputado do PP, morreu em 2010 e também deixou de figurar na denúncia.
O relator apontou também que o núcleo publicitário-financeiro do suposto esquema era composto pelo empresário Marcos Valério e seus sócios (Ramon Cardoso, Cristiano Paz e Rogério Tolentino), além das funcionárias da agência SMP&B Simone Vasconcelos e Geiza Dias. Eles respondem por pelo menos três crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
A então presidente do Banco Rural Kátia Rabello e os diretores José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório foram denunciados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. O publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, respondem a ações penais por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) Luiz Gushiken é processado por peculato. O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi denunciado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) responde a processo por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia inclui ainda parlamentares do PP, PR (ex-PL), PTB e PMDB. Entre eles o próprio delator, Roberto Jefferson.
Em julho de 2011, a Procuradoria-Geral da República, nas alegações finais do processo, pediu que o STF condenasse 36 dos 38 réus restantes. Ficaram de fora o ex-ministro da Comunicação Social Luiz Gushiken e do irmão do ex-tesoureiro do Partido Liberal (PL) Jacinto Lamas, Antônio Lamas, ambos por falta de provas.

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