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Questão de ordem consegue atrasar andamento de processo do mensalão

Advogados tentam atrasar processo, mas Joaquim Barbosa lê relatório (Breno Fortes/CB/D.A Press)
A questão de ordem levantada pelo advogado Marcio Thomaz Bastos, na tarde desta quinta-feira (2/8), conseguiu atrasar o processo do mensalão. Só por volta das 18h, os 11 ministros conseguiram decidir pela manutenção do julgamento dos 38 réus no Supremo Tribunal Federal (STF). Votaram a favor da separação os ministros Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello. A decisão contrária veio de Joaquim Barbosa, relator do processo, e dos ministros Gilmar Mendes, César Peluzo, Dias Toffoli, Cármem Lúcia, Rosa Weber, Luiz Fux, Celso de Mello e do próprio presidente do STF, Ayres Britto.

Pouco depois das 18h, com placar final de 9 a 2, o Ayres Britto, determinou um intervalo de 30 minutos na sessão. Na volta dos trabalhos, a permanência do ministro Dias Toffoli no julgamento pode ser outra questão de ordem na volta dos trabalhos. Ao sair do plenário, o advogado Márcio Thomaz Bastos ressaltou que outros questionamentos devem ser feitos pelos advogados dos réus, o que deve atrasar ainda mais o andamento do processo.

A participação de Toffoli demonstrou que ele julgará o processo dos envolvidos no maior escândalo da república. Nada impede, porém, que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, venha a pedir o impedimento da participação dele.

Até o começo do julgamento havia dúvida se Toffoli participaria ou não da análise do processo. Indicado ao STF pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2009, Toffoli tem forte ligação com o PT, do qual foi advogado, e com o ex-ministro José Dirceu, que foi assessorado por ele quando chefiava a Casa Civil da Presidência da República. Toffoli também foi sócio de escritório de advocacia que defendeu três acusados no processo do mensalão e sua companheira, Roberta Rangel, defendeu dois dos réus, mas já deixou o caso.

Gurgel só falará amanhã

Ficou para esta sexta-feira (3/8), às 14h, a sustentação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. O cronograma inicial do STF previa ele falasse hoje por até cinco horas para sustentar a acusação. No entanto, por conta da demora na questão de ordem, a oitiva teve que ser transferida.

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