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Vigilância Sanitária apreende 19 toneladas de alimentos estragados no primeiro semestre no DF

Multas variam de R$ 2 mil a R$ 150 mil, dependendo do caso
Casos recentes em lanchonetes do DF mostraram uma barata encontrada em um lanche e um pão mofado

A Vigilância Sanitária do DF informou na manhã desta quinta-feira (23) que, de janeiro a julho deste ano, foram apreendidas 19 toneladas de alimentos considerados impróprios para consumo e/ou comercialização nas ruas da capital federal. Neste período, o órgão fez 13.670 inspeções em estabalecimentos dos mais diversos tipos e 5.881 voltados exclusivamente para o setor alimentício.

O diretor da Vigilância Sanitária do DF, Manoel Neto, contou à reportagem do R7 que a intenção do órgão é fiscalizar pelo menos uma vez por ano todos os estabelecimentos que trabalham no setor de alimentos, mas que nem sempre é possível pelo baixo efetivo de servidores.

— Temos um pouco de dificuldade por conta do quadro reduzido de funcionários. Temos apenas 166 auditores da vigilância, que entraram pelo último concurso realizado em 1993/1994, mas conseguimos resolver 92% das 1.446 reclamações que recebemos este ano.

Neto explica que a vigilância tem um projeto para contratação de novos servidores nos próximos meses e diz que a prioridade é atender aos chamados da sociedade e consumidores.
— Vamos realizar um novo concurso em breve. Enquanto isso, reforçarmos que nossa prioridade absoluta é atender a essas denúncias e reclamações no setor de alimento. Não deixamos passar batido, porque envolve saúde e muitas vezes a vida.
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Recentemente, o servidor público Isaac Newton Araújo, de 22 anos, encontrou uma barata assada e misturada à massa de um pão comprado para o seu cunhado, de 12 anos, no Subway de um shopping de Taguatinga, região administrativa do DF.

Este não foi o único caso envolvendo lanches estragados das redes de fast food da capital federal. No dia 13, o arquivista do Banco do Brasil Marcio Sales, de 31 anos, saiu com três amigos para comer em uma lanchonete do Bob´s do Sudoeste, região administrativa do DF. Ao dar a primeira mordida, ele sentiu um gosto estranho e percebeu que o pão estava mofado.

Nos dois casos, os clientes receberam o dinheiro de volta, mas registraram as imagens dos sanduíches estragados para denunciar o problema.

Neto contou que nesses casos, o consumidor pode ligar para o número 160 e apertar a opção 1.

— A reclamação chegará ao nosso conhecimento. Enviaremos para análise do Núcleo de Inspeção de Saúde da Regional correspondente e procederemos com uma vistoria no local.
Se for constatado falta de higiene, manipulação inadequada, produtos fora do prazo de validade ou flagrantes que coloquem em risco direta ou indiretamente a saúde do cliente, Neto alerta que as infrações variam de advertências a punições bem mais severas, dependendo do caso.

— Se houver insistência no problema, podemos interditar e até mesmo cancelar o licenciamento do estabelecimento. Além disso, podemos aplicar multas que variam de R$ 2 mil a R$ 150 mil, dependendo do caso.

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