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Escuta flagra assessor de Agnelo em conversa com Anvisa


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Grampos em poder da Procuradoria-Geral da República mostram Francisco Borges Filho, um ex-assessor do governador Agnelo Queiroz (PT-DF), tratando de pagamentos na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em troca de favor ao laboratório Hipolabor. Investigada por sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e falsificação de medicamentos, a indústria farmacêutica é suspeita de ter repassado dinheiro ao petista em 2010, ano em que Agnelo deixou a diretoria do órgão para concorrer ao governo do DF. Nas interceptações telefônicas, feitas de agosto daquele ano a janeiro de 2011, Borges – que foi assessor de Agnelo na Câmara e passou a atuar mais tarde como representante da Hipolabor – pergunta a Renato Alves da Silva, um dos diretores da farmacêutica, se deveria pagar para retardar a publicação de resolução sobre o cancelamento do registro do antibiótico Ocinoflox (Norfloxacino). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Os áudios foram obtidos durante a Operação Panaceia, realizada por uma força-tarefa que investiga supostos crimes praticados pela cúpula da Hipolabor, composta pelo Ministério Público de Minas, a Polícia Civil e a Receita Estadual. O material foi requisitado pela PGR, que pediu ao Superior Tribunal de Justiça a abertura de inquérito para apurar irregularidades envolvendo o governador Agnelo durante sua gestão na Anvisa e sustentou não ter acesso a informações privilegiadas. A empresa alegou não ter relacionamento com o governador Agnelo Queiroz ou o secretário de Saúde do DF, Rafael Barbosa. Procurado, Francisco Borges Filho disse: “Eu nem me lembro disso. Se aconteceu, logo em seguida, percebi que esse povo era cheio de rolo e pulei fora”. O porta-voz do governo, Ugo Braga, disse que Agnelo não comentaria “conversas de terceiros” e que os atos de Agnelo na Anvisa foram considerados regulares por sindicâncias do órgão. A Anvisa não se pronunciou.

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