Considerado um dos maiores artistas italianos e precursor do barroco europeu, Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571–1610) revolucionou a arte de seu tempo com telas feitas em técnica “claro-escuro”, produzindo luzes e sombras que impressionavam pela dramaticidade às cenas retratadas. No Palácio do Planalto, o público poderá ver: San Girolamo che scrive (coleção Galleria Borghese); San Francesco in meditazione (coleção Palazzo Barberini); Ritratto di cardinale (coleção Galleria degli Uffizi); San Giovanni Battista che nutre l’Agnello (coleção particular); Medusa Murtola (coleção particular) e San Gennaro decollato o Sant’Agapito (Museo Diocesano).
A idealização da mostra é de Rossella Vodret, uma das principais especialistas em Caravaggio na Itália e chefe da Superintendência Especial para o Patrimônio Histórico, Artístico e Etnoantropológico e para o Pólo Museológico da Cidade de Roma. Na Itália, a curadoria tem participação de Giorgio Leone ; no Brasil, de Fabio Magalhães.
O Palácio do Planalto receberá “os grandes Caravaggios”, como San Girolamo che scrive, San Francesco in meditazione e Ritratto di Cardinale. Também serão apresentadas as duas novas descobertas, resultado de pesquisas que duraram anos e foram concluídas recentemente. Tais obras – expostas pela primeira vez como legítimos Caravaggios – são Medusa Murtola e San Giovanni Batista Che nutre I`Agnello. Tratam-se de descobertas possíveis apenas agora, quando o desenvolvimento tecnológico passou a permitir análises mais aprofundadas e quando se tem maior conhecimento acerca da técnica e do processo criativo de Caravaggio. Por fim, está a San Gennaro decollato o Sant’Agapito, obra que ainda é objeto de estudo.
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