Uma ambiciosa experiência usando um acelerador de íons pode acidentalmente destruir o planeta. As preocupações foram levantadas por cientistas e juristas
O RHIC (sigla para Colisor Realista de Ions Pesados, em inglês) acelera núcleos a velocidade da luz e esmaga-os na tentativa de criar uma substância incrivelmente quente, o plasma quark-gluon. Acredita-se que ele tenha sido formado logo após o Big Bang
Um dos aceleradores de partículas mais poderosos do mundo, o RHIC é capaz de gerar partículas a mais de 4 trilhões de graus Celsius. Um grupo de especialistas têm alertado que a nova experiência pode gerar micro buracos negros e um tipo estranho de matéria
O experimento ajudaria a responder várias perguntas sobre como começou a vida na Terra. Críticos, entretanto, advertem que partículas subatômicas chamadas de “strangelets” podem ser criadas acidentalmente
As “strangelets” têm potencial para iniciar uma reação em cadeia e mudar tudo para algo que os especialistas classificam como um tipo estranho de matéria
O RHIC é o segundo mais poderoso acelerador de partículas do mundo. Ele é menor apenas que o famoso LHC (sigla para Grande Colisor de Hádrons, em inglês)
Com uma atualização que deve receber para a realização da ambiciosa experiência, o RHIC será capaz de gerar colisões 20 vezes mais fortes do que consegue atualmente, o que levou juristas a questionar se será preciso realizar uma avaliação mais completa dos riscos
Em um artigo, o professor associado de Direito da Universidade de Dakota do Norte, Eric Johnson, e o professor emérito da Universidade de Direito de Boston, Michael Baram, disseram que a instalação deve ser reavaliada pelo seu potencial para criar um desastre enorme que poderia acabar com a vida na Terra
Um relatório recente mostrou que os mini buracos negros podem ser gerados com menos energia do que se pensava inicialmente
O risco de maiores danos para o planeta, entretanto, ainda é considerado por cientistas e juristas, que insistem em uma reavaliação rigorosa dos riscos oferecidos pela experiência
Fotos: Nasa e Brookhaven National Laboratory
Fonte: Portal R7.com
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