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Decisão polêmica em MG

Por Renato Souza
Um juiz de Uberaba, em Minas Gerais, usou trechos de uma carta psicografada para absolver um homem acusado de homicídio. Para provar sua inocência, a defesa do réu, Juarez Guide da Veiga, usou trechos do que teria dito a vítima, João Eurípedes Rosa, o "Joãozinho Bicheiro", como era conhecido, através de um médium. A carta seria endereçada a ex-mulher do morto, que também é beneficiada pela decisão do juiz. Os espiritas acreditam quem mesmo após a morte, pessoas podem se comunicar com parentes, amigos e conhecidos por meio de pessoas com o poder de realizar esse intermédio. Essas pessoas são chamadas de médium, ou seja, que tem poder mediúnico. Em um trecho da carta, a vitima supostamente diz: "Você tem uma vida inteira pela frente e muito o que fazer para criar e educar os nossos filhos". Em outro ponto, o bicheiro assume a culpa pela própria morte. "Eu estava dominado pelo ciúme e completamente à mercê do meu próprio despreparo espiritual." O crime ocorreu a 22 anos quando após ver a mulher chegando de carro com Juarez, o então marido João Eurípedes trocou tiros com o réu. Na ocasião ele morreu baleado. As mensagens foram psicografadas por Carlos Baccelli, que já escreveu mais de 100 livros, alguns com parceria de Chico Xavier, o médium mais famoso do País. O Ministério Público e os promotores acataram a decisão do juiz. Essa é a segunda vez que uma carta psicografada é usada como prova em um processo. A lei afirma que um processo deve se basear em provas para ser concluído, mas não especifica quais provas são aceitas. Foto: Rede Amigo Espírita.

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