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Mulher baleada é arrastada por uma viatura da PM no Rio


Por Renato Souza
Uma mulher foi baleada em uma favela do Rio de Janeiro, e arrastada por um carro da Polícia Militar durante o "resgate". Cláudia da Silva Ferreira, foi socorrida pela guarnição após ser atingida por uma bala perdida noMorro da Congonha, em Madureira, no Subúrbio do Rio. Os policiais colocaram a vítima no comburão da viatura e conduziram ao hospital. Mas no caminho a grade do camburão abriu e Cláudia foi arrastada por 250 metros em uma via movimentada. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu. Cláudia tinha medo de que seus filhos saíssem às ruas e fosse atingidos pela PM na favela. Segundo os filhos da vítima, ela pedia que eles ficassem em casa para não serem confundidos com traficantes. Os moradores afirmam que a polícia entra no morro e atira para depois descobrir quem era o atingido. Familiares da auxiliar de serviços gerais morta afirmam que ela foi levada com vida pela PM. O irmão de Cláudia afirma que a auxiliar de serviços foi colocada com vida no carro da PM. "Eles [PMs] fizeram isso com ela. A gente não sabe como vai ficar a nossa vida agora. São oito crianças. Quem vai cuidar delas agora? O pai não pode parar de trabalhar. Como vai ser a nossa vida agora?", questionou. A polícia investiga se os tiros que atingiram a trabalhadora partiram da própria PM. O relações-públicas da PM, tenente-coronel Cláudio Costa em entrevista à TV "GloboNews" afirmou que o socorro da mulher foi feito de forma errada. "O ideal era que ela fosse no banco de trás, amparada por um policial. O que não aconteceu", acrescentou Costa, referindo-se à forma como a vítima foi socorrida. Cláudia nem os filhos tem passagem pela polícia ou qualquer envolvimento com o tráfico de drogas. Os policiais foram presos e afastados do trabalho nas ruas enquanto durar o processo. Foto: reprodução/Jornal Extra.

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