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Mundo relembra os 20 anos do genocídio de Ruanda

Por Renato Souza
O Mundo relembra neste mês os 20 anos do genocídio de Ruanda, na África. Em 1994 a população de etnia hutu pensou ser melhor que a minoria tutsi. Devido a essa diferença eles se viram no direito de matar os humanos que seriam parte da minoria. Em três meses entre 800 mil e 1 milhão de pessoas foram assassinadas a golpes de machete (facão) e lanças. Na época, os países do Conselho de Segurança da ONU relutaram em mandar tropas para impedir o genocídio na região. Quando as tropas foram enviadas era tarde demais e um dos combates mais sanguinários do século XXI já tinha acontecido. Sob a omissão internacional ocorriam milhares de mortes por dia das formas mais violentas possíveis. Paul Rusesabagina, gerente de um hotel em Ruanda comemorou ao ver imagens do conflito na TV. Ele sabia que o conflito acabaria ali com o Mundo sabendo do que acontecia. Ele foi responsável por salvar 1.200 pessoas do hotel onde ele trabalhava. Ele subornou integrantes do governo e das milícias para que os ideologistas extremistas da entidade Hutu Power não atacassem o hotel. Ele é o personagem principal do filme "Hotel de Ruanda". Mas hoje acredita que o Mundo fracassa e não dá a devida atenção para esses conflitos. "Constato que a história se repete e nunca se faz nada. A cada nova matança, o mundo diz 'nunca mais'. Será que quer dizer isso mesmo?". Hoje Paul é ativista pelos direitos humanos e pelo direito a vida. Foto: AFP.

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