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Sessão Solene Termina em Confusão na Câmara

Por Renato Souza
Terminou em tumulto e agressões uma sessão solene que relembra o golpe militar de 64 na Câmara, em Brasília, nesta terça-feira (01). A confusão começou quando um grupo a favor da ditadura militar levantou uma faixa apoiando o golpe. “Parabéns militares 31/março - graças a vocês o Brasil não é Cuba", dizia uma faixa. O protesto pró-ditadura foi liderado pelo deputado Jair Bolsonaro, ex-militar da ditadura. Familiares de vítimas que foram torturadas e mortas durante o regime chamaram os apoiadores do golpe de "assassinos". Uma mulher que se identificou como Ivone Luzardo, presidente da União Nacional das Esposas de Militares das Forças Armadas do Brasil, segurava um cartaz dentro do plenário que pedia “respeito e valorização aos profissionais militares”. Em meio à gritaria dos protestos, a assessora parlamentar Rosa Ciminiano se aproximou e rasgou o cartaz de Ivone. As duas mulheres começaram a brigar até um deputado separar a briga. A sessão fazia uma homenagem aos perseguidos e desaparecidos durante o golpe. Uma pesquisa realizada na segunda-feira (31) pelo IBGE aponta que a maior parte dos brasileiros apoia a queda da Lei da Anistia, que perdoa os crimes cometidos pelo torturadores da ditadura militar. Nesta terça-feira, 1º de abril, o golpe militar completa 50 anos com muitas vítimas desaparecidas e militares criminosos impune. Foto: Felipe Neri.

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