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Suspeito de dirigir embriagado no DF e matar mãe e filha é solto após fiança


Família pagou R$ 30 mil na segunda; acidente aconteceu no Dia das Mães.
Homem tinha habilitação vencida e foi indiciado por duplo homicídio doloso.

Foto: Reprodução / TV Globo
Carro que foi atingido por outro veículo junto ao viaduto do Metrô, no Park Way, no Distrito Federal, que deixou mãe e filha mortas no último Dia das Mães
Carro que foi atingido por outro veículo junto ao viaduto do Metrô, no Park Way, no Distrito Federal, que deixou mãe e filha mortas no último Dia das Mães
A Justiça do Distrito Federal concedeu liberdade provisória a Rafael Yvanovich, motorista envolvido na batida que terminoucom a morte de mãe e filha no Dia das Mães, em frente à quadra 5 do Park Way, nesta segunda-feira (19), após a família dele pagar a fiança de R$ 30 mil. Com isso, o suspeito de causar o acidente deve deixar o Centro de Detenção Provisória (CDP) ainda nesta noite. De acordo com a Polícia Civil, Yanovich tinha a habilitação suspensa e dirigia sob efeito de álcool quando atingiu o veículo da família.
O suspeito de causar a colisão foi indiciado por embriaguez ao volante, lesão corporal, dirigir sem habilitação e por duplo homicídio doloso (quando há intenção de matar).
O juiz João Marcos Guimarães Silva estipulou o valor da fiança com base no argumento da defesa, de que ele tem bons antecedentes, residência física e ainda não há laudo apontando as causas do acidente.
O advogado de Yvanovich, Eric Pio Belo, disse que o cliente deve ser libertado entre 23h e meia-noite. Segundo ele, o suspeito de causar o acidente havia ingerido bebida alcoólica, mas não estava embriagado.
Belo diz também que não houve laudo comprovando o excesso de velocidade e que há problemas de sinalização e visibilidade no local da colisão. Segundo ele, a defesa também questionou por que não foi feito teste de bafômetro com o motorista do outro carro.
“Ele [Yvanovich] estava com a carteira  vencida, infração administrativa, mas isso não seria a causa determinante do acidente. Ainda precisa sair o laudo para saber se estava em velocidade superior ou se havia má sinalização ou problema de visibilidade na via”, afirma Belo.
Veículo que causou o acidente, segundo a polícia (Foto: Reprodução/TV Globo)
De acordo com a polícia, Yanovich fez o teste do bafômetro, que indicou uma taxa de 0,5 miligrama de álcool por ar expelido – é considerado crime de embriaguez ao volante um índice igual ou superior a 0,33 miligrama por litro de ar. A polícia diz que ele estava a mais de 100 km por hora – o limite da via é de 60 km por hora.
O acidente ocorreu por volta da 1h, na quadra 5 do Park Way, junto ao viaduto do Metrô de Águas Claras. A jornalista Alessandra Tibau Trino Oliveira, de 33 anos, morreu na hora. A filha dela, Júlia Trino, de 1 ano e 8 meses, chegou a ser socorrida.
O marido da mulher e pai da criança, Gabriel Faria Oliveira, e um passageiro do veículo que causou o acidente, identificado como Leandro Yanovich Adão, de 34 anos, também se feriram no acidente.

Cunhada da jornalista e tia de Júlia, Ludmila Gomes discordou da decisão. Para ela, os R$ 30 mil reais estipulados como fiança são o preço da impunidade.

Fonte: g1.com

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