Por Renato Souza
Cientistas da Universidade de Temple, na Filadélfia (EUA) conseguiram eliminar o vírus HIV de células infectadas. As células foram infectadas em laboratório e não estavam no corpo humano. Os cientistas realizaram um trabalho de precisão: primeiro usaram uma espécie de marcador que localizou os genes do HIV, e então tesouras biológicas (uma enzima) que cortaram estes fragmentos do DNA das células infectadas. Por último, o próprio sistema de reparação do genoma se encarregou de recuperar os genes como estavam antes da infecção. Seria como se uma tira de papel com um texto fosse inserida com palavras nocivas: são localizadas, cortadas e os fragmentos voltam a ser pegos para recuperar a mensagem original. O tratamento é impossível de ser feito em seres humanos atualmente. Mas essa descoberta mostra um possível caminho para a cura da Aids. Atualmente os remédios conseguem destruir mais de 95% dos vírus no organismo. Mas algumas células usadas como reservatórios do vírus e seu material genético impedem a cura total da infecção. “É um passo importante na direção de uma cura permanente da AIDS”, disse Kamel Khalili, codiretor do trabalho. “É um descobrimento emocionante, mas não está pronto para ser levado para a clínica. É uma prova de conceito que indica que estamos na direção certa”, acrescentou. Foto: reprodução.

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