Páginas

Jornalista Miriam Leitão revelou nesta terça-feira (19) que foi torturada durante a ditadura militar

Por Renato Souza
A jornalistas Miriam Leitão revelou nesta terça-feira (19) que foi torturada durante a ditadura militar. Em entrevista ao "Observatório da Imprensa", Miriam revelou que foi presa em um forte do Exército, em Vitória, no ano de 1972. Miriam foi presa com Marcelo Netto, que na época era estudante de medicina. A jornalista tinha se formado há pouco tempo e morava em uma favela. Miriam contou que passou meses presa no local, onde pensou que iria morrer. Em uma das sessões de tortura, ela foi colocada nua em uma sala escura junto com uma cobra. Em outra sessão ela foi torturada com cachorros. "Eles saíram e o homem de cabelo preto, que alguém chamou de Dr. Pablo, voltou trazendo uma cobra grande, assustadora, que ele botou no chão da sala, e antes que eu a visse direito apagaram a luz, saíram e me deixaram ali, sozinha com a cobra. Eu não conseguia ver nada, estava tudo escuro, mas sabia que a cobra estava lá. A única coisa que lembrei naquele momento de pavor é que cobra é atraída pelo movimento. Então, fiquei estática, silenciosa, mal respirando, tremendo. Era dezembro, um verão quente em Vitória, mas eu tremia toda. Não era de frio. Era um tremor que vem de dentro. Ainda agora, quando falo nisso, o tremor volta", contou Miriam Leitão. O amigo da comunicadora, Marcelo Netto foi expulso da faculdade de medicina e cursou jornalismo em seguida. Miriam conta que chegou a ver um de seus agressores, o capitão Guilherme, em Brasília, no STM, após as agressões. A jornalista afirma que espera um pedido de desculpas das Forças Armadas. "Minha vingança foi sobreviver e vencer. Por meus filhos e netos, ainda aguardo um pedido de desculpas das Forças Armadas. Não cultivo nenhum ódio. Não sinto nada disso. Mas, esse gesto me daria segurança no futuro democrático do país", concluiu. Foto: divulgação.

Foto: REVELAÇÕES: A jornalistas Miriam Leitão revelou nesta terça-feira (19) que foi torturada durante a ditadura militar. Em entrevista ao "Observatório da Imprensa", Miriam revelou que foi presa em um forte do Exército, em Vitória, no ano de 1972. Miriam foi presa com Marcelo Netto, que na época era estudante de medicina. A jornalista tinha se formado há pouco tempo e morava em uma favela. Miriam contou que passou meses presa no local, onde pensou que iria morrer. Em uma das sessões de tortura, ela foi colocada nua em uma sala escura junto com uma cobra. Em outra sessão ela foi torturada com cachorros. "Eles saíram e o homem de cabelo preto, que alguém chamou de Dr. Pablo, voltou trazendo uma cobra grande, assustadora, que ele botou no chão da sala, e antes que eu a visse direito apagaram a luz, saíram e me deixaram ali, sozinha com a cobra. Eu não conseguia ver nada, estava tudo escuro, mas sabia que a cobra estava lá. A única coisa que lembrei naquele momento de pavor é que cobra é atraída pelo movimento. Então, fiquei estática, silenciosa, mal respirando, tremendo. Era dezembro, um verão quente em Vitória, mas eu tremia toda. Não era de frio. Era um tremor que vem de dentro. Ainda agora, quando falo nisso, o tremor volta", contou Miriam Leitão. O amigo da comunicadora, Marcelo Netto foi expulso da faculdade de medicina e cursou jornalismo em seguida. Miriam conta que chegou a ver um de seus agressores, o capitão Guilherme, em Brasília, no STM, após as agressões. A jornalista afirma que espera um pedido de desculpas das Forças Armadas. "Minha vingança foi sobreviver e vencer. Por meus filhos e netos, ainda aguardo um pedido de desculpas das Forças Armadas. Não cultivo nenhum ódio. Não sinto nada disso. Mas, esse gesto me daria segurança no futuro democrático do país", concluiu. Foto: divulgação.

0 comentário "Jornalista Miriam Leitão revelou nesta terça-feira (19) que foi torturada durante a ditadura militar"

Postar um comentário

Obrigado por seus comentários