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Plenário aprovou um projeto de lei que permite preços diferenciados para compras pagas em dinheiro e cartão de crédito

Por Renato Souza
O plenário do Senado aprovou na última quarta-feira (06) um projeto de lei que permite preços diferenciados para compras pagas em dinheiro e cartão de crédito. O projeto do senador Roberto Requião abre espaço para que as empresas aumentem o valor de produtos quando o consumidor usa o cartão de crédito como forma de pagamento. A lei atual proíbe essa prática vista como abusiva. O Procon de São Paulo condenou a lei e afirmou que se aprovado, o projeto vai lesar o bolso do consumidor. Alguns senadores tentaram adiar a votação da matéria. Delcídio Amaral (PT-MS) e João Vicente Claudino (PTB-PI) apresentaram um requerimento para levar o projeto para tramitar na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e na de Meio Ambiente e Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CMA). O pedido, contudo, foi rejeitado por 27 votos contrários e 24 votos favoráveis. Autor da proposta, Roberto Requião disse que não consegue entender como os senadores têm defendido o contrário. Segundo ele, a medida pode ajudar até no combate à inflação. "Não se pode obrigar uma pessoa pobre que ganha um salário mínimo pagar de 7% a 11% a mais porque o Senado se recusa a votar (a proposta)", afirmou no plenário. Foto: Fabiano Accorsi.

Foto: PREJUÍZO AO CONSUMIDOR: O plenário do Senado aprovou na última quarta-feira (06) um projeto de lei que permite preços diferenciados para compras pagas em dinheiro e cartão de crédito. O projeto do senador Roberto Requião abre espaço para que as empresas aumentem o valor de produtos quando o consumidor usa o cartão de crédito como forma de pagamento. A lei atual proíbe essa prática vista como abusiva. O Procon de São Paulo condenou a lei e afirmou que se aprovado, o projeto vai lesar o bolso do consumidor. Alguns senadores tentaram adiar a votação da matéria. Delcídio Amaral (PT-MS) e João Vicente Claudino (PTB-PI) apresentaram um requerimento para levar o projeto para tramitar na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e na de Meio Ambiente e Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CMA). O pedido, contudo, foi rejeitado por 27 votos contrários e 24 votos favoráveis. Autor da proposta, Roberto Requião disse que não consegue entender como os senadores têm defendido o contrário. Segundo ele, a medida pode ajudar até no combate à inflação. "Não se pode obrigar uma pessoa pobre que ganha um salário mínimo pagar de 7% a 11% a mais porque o Senado se recusa a votar (a proposta)", afirmou no plenário. Foto: Fabiano Accorsi.

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