Por Renato Souza
Cientistas brasileiros vão percorrer locais intocáveis pelo homem na Antártida. A expedição vai instalar um novo centro de pesquisas na região. A equipe de quatro cientistas, liderada pelo glaciologista Jefferson Simões, deu início nesta terça-feira (06) à primeira travessia científica brasileira no interior da Antártida. A expedição deve durar até o fim do mês e o trajeto será todo percorrido com caminhonetes especialmente adaptadas (com três eixos e pneus largos) para dirigir sobre o manto de gelo da Antártida. Trata-se de um trajeto pioneiro e segundo as informações divulgadas pelo Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) — do qual Simões é o diretor –, o que torna a trilha especialmente perigosa. O maior risco são as fendas (rachaduras no manto de gelo, possivelmente grandes o suficiente para engolir uma caminhonete inteira) que podem estar escondidas sob a neve, indetectáveis a olho nu ou por imagens de satélite. O objetivo da expedição é analisar os gases que formam o gelo da região e qual sua composição. A primeira pernada da expedição serão uma travessia direta, de 520 km, realizada em 24 horas, até o local onde está instalado o módulo brasileiro de pesquisas. O estudo deve ajudar a entender e possivelmente combater os impactos ambientais que o homem causa na natureza. Segundo a Organização Mundial de Meteorologia o ano de 2014 foi o mais quente desde que se tem registro na história humana. 2015 pode ser um ano ainda mais quente por conta do aquecimento global e outros danos ao meio ambiente que continuam em andamento. Foto: UFRGS/Divulgação.
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