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Revisor condena ex-diretor do Banco do Brasil por corrupção passiva


  (Daniel Ferreira/CB/D.A Press)


O ministro Ricardo Lewandowski condenou Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil, pelo crime de corrupção passiva na denúncia do mensalão. Segundo Lewandowski, Pizzolato recebeu cerca de R$ 326,6 mil das empresas de Marcus Valério. Agora, ele analisa as acusações de peculato contra o réu Pizzolato.

"Voto pela condenação de Henrique Pizzolato no tocante ao delito de corrupção passiva", afirmou. Para o revisor, ficou claro que Pizzolato autorizou quatro antecipações de pagamentos para a DNA Propaganda, empresa de Marcus Valério, no valor de R$ 73 mihões.

O julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) começou, por volta das 14h45 desta quarta-feira (22/8), com a leitura do voto do ministro revisor Ricardo Lewandowski. Ele iniciou sua leitura falando de corrupção passiva e afirmou que vai comentar "estritamente sobre o item três, relatado por Joaquim Barbosa".

Ele disse que pretende abordar todos os pontos levantados pelo ministro relator Joaquim Barbosa e estima que a leitura domine toda a sessão. Ao final, será decidido se o ministro Cezar Peluso poderá antecipar seu voto. Nesta quarta, professores de direito da Universidade de Tóquio, no Japão, e alunos da Unievangélica, de Anápolis estão acompanhando a sessão no plenário.  

Peluso se aposenta compulsoriamente no dia 3 ao completar 70 anos e não poderá continuar na Corte Suprema. Por isso, será discutido se ele pode antecipar o voto, uma vez que está previsto que seja o quinto a votar. Peluso deve ser o único ministro que não irá adotar o sistema de fatiamento do processo, optando pela votação em bloco. Pelo cronograma, votarão nos próximos dias Rosa Maria Weber; Luiz Fux; José Antônio Dias Toffoli; Cármen Lúcia; Cezar Peluso; Gilmar Mendes; Marco Aurélio Mello; Celso de Mello e Carlos Ayres Britto, o presidente do STF.

Na segunda-feira (20/8), Barbosa concluiu seu voto quanto à parte da denúncia relativa aos fatos que envolvem a DNA Propaganda e o Banco do Brasil. Ele concluiu essa etapa manifestando-se pela condenação dos réus Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach pelos crimes de peculato e corrupção ativa, e do réu Henrique Pizzolato pelos crimes de peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.


Fonte : Correio Web
 

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