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Um estudo publicado na revista "Neuron" traz importantes revelações e descobertas sobre o autismo

Por Renato Souza
Um estudo publicado na revista "Neuron" traz importantes revelações e descobertas sobre o autismo. O estudo aponta indícios de que o autismo surge após o nascimento e é possível criar um medicamente para amenizar os sintomas. A pesquisa revela que a síndrome do autismo resulta de um excesso de sinapses, ou seja, das conexões nervosas do cérebro. Essa superabundância de conexões entre neurônios resulta de um mau funcionamento do mecanismo normal de eliminação das sinapses inúteis. Os pesquisadores da Universidade de Colúmbia em Nova York conseguiram restabelecer o mecanismo cerebral do "corte de sinapses" em ratos modificados geneticamente para simular o autismo. Para conseguir isso, bloquearam - com a ajuda do medicamento rapamicina - a ação da proteína mTOR, que regula a proliferação celular em mamíferos. Desse modo, eliminaram os sintomas típicos do autismo em roedores, como o de evitar contato com os demais. O estudo aparece esta semana na última edição da revista "Neuron". "Tratamos esses ratos depois do aparecimento dos sintomas (...), a partir desse estudo seria possível, mas não seguro, obter os mesmos resultados em pacientes após serem diagnosticados com a síndrome", disse nesta sexta-feira à AFP o professor David Sulzer, neurobiólogo da Universidade de Colúmbia e principal autor desse trabalho. O medicamento ainda é muito inseguro para ser testado em seres humanos. O autismo é uma síndrome que pode causar danos na interação social do indivíduo, levando o portador a se isolar, principalmente na infância. Mas o autismo também pode ocasionar um alto desempenho do QI humano. Esse geralmente é o caso dos portadores da Síndrome de Asperger, uma síndrome de espectro autista que não causa prejuízos na fala e comunicação. Os portadores da síndrome geralmente possuem uma alta habilidade em determinada área do conhecimento. A descoberta é animadora e deve resultar em breve no desenvolvimento de tratamentos para as características indesejáveis da síndrome. No Brasil ao menos 2 milhões de pessoas tem autismo, mas as escolas e hospitais tem pouca preparação para identificar os autistas. Foto: divulgação.



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